PCP Solidário com a Defesa e Funções do Tribunal de Chaves

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O projecto de organização do sistema judiciário e o projecto decreto-lei do regime de organização e funcionamento dos tribunais judiciais desclassifica e desvaloriza o tribunal judicial da comarca de Chaves.
O PCP está solidário e empenhado na luta desencadeada pela Assembleia-geral dos Advogados da região, consciente que o acesso à justiça é um direito fundamental constitucionalmente consagrado. Tal implica também uma real proximidade entre as populações e os tribunais que as servem.
O PCP considera que esta é mais uma medida de uma ofensiva mais ampla que a coberto das “imposições da troika”, está a ser desencadeada contra as funções sociais da Estado. Esta ofensiva traduz-se no encerramento de serviços e funções nas áreas da justiça mas também da saúde e da educação e conjuga-se por exemplo com a injusta introdução de portagens na A24. Assim esta região ameaça tornar-se inviável e ver a sua desertificação/despovoamento agravados.
Mas é com a luta, da qual esta movimentação desencadeada pelos advogados é um bom exemplo, que se resiste e se defendem os nossos direitos e a nossa região.
O desenrolar desta crise, o Orçamento de Estado apresentado para 2013 e os planos anunciados pelo governo para desmantelar as funções sociais do estado, faz prever uma ampla ofensiva, mais agudizada nas regiões do interior, sobre os direitos das populações consagrados na constituição.
O PCP considera que os autarcas não têm desenvolvido os esforços necessários e que estão ao seu alcance, para de uma forma determinada, defenderem as populações que deviam representar.
Podem contar essas populações e também os agentes da justiça com o empenho local e nacional do PCP na justa defesa dos seus legítimos direitos.

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O Deputado Agostinho Lopes, acompanhado por Dirigentes Regionais do PCP, visitou a Região do Douro!

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Num dia totalmente dedicado à Agricultura e aos Agricultores do Douro, Agostinho Lopes, Deputado do PCP na Assembleia da Republica, esteve na Região do Douro. Começou por visitar uma exploração agrícola, reuniu com a Direcção da Casa do Douro, visitou as Caves do Vale do Rodo e por fim encontrou-se com a Direcção da Avidouro, com Agricultores seus Associados e Imprensa Local.

Salientamos o facto de, no conjunto das visitas e reuniões efectuadas, constatarmos existirem linhas comuns de preocupação, nomeadamente quanto à:

  • Absoluta necessidade de elevar os rendimentos dos Agricultores, como um dos factores determinantes para o futuro da agricultura, melhoria dos preços dos Produtos Agrícolas, o combate aos elevados preços dos factores de produção e do Crédito Bancário;
  • A defesa e preservação do Ambiente e da Paisagem, decisivos para o desenvolvimento da Região e de promoção do Turismo, que só será sustentável com a Região Demarcada bem viva, só possível, mantendo os milhares de Lavradores Durienses a trabalhar e a produzir, como afirmaram os Agricultores, continuando a valorizar deste modo a Região que é Património Mundial da Humanidade;
  • Politicas que permitam um melhor equilíbrio entre a Produção e o Comércio de Vinho generoso, interditar a adição de mostos concentrados provenientes de fora da Região e o controlo de importação de direitos de plantação para dentro da Região Demarcada;
  • A Casa do Douro e a situação em que se encontra, é também motivo de grandes preocupações como pudemos verificar. O papel de regulador e outras competências que lhe estavam atribuídas e agora retiradas, levou à sua paralisia e à ameaça de falência e a uma situação insustentável para os que nela laboram, que continuam com os seus salários em atraso;
  • Os Durienses sabem bem, que os stocks existentes na Casa do Douro, se colocados no Mercado de forma desregulada, vão pôr em causa a quantidade de benefício a atribuir e acentuar o já baixo rendimento dos pequenos e médios produtores.

Tal como repetidas vezes o PCP tem afirmado, é necessário encontrar soluções para a Casa do Douro, devolver-lhe os poderes que já teve, porque consideramos que este é um aspecto determinante para o futuro da Região Demarcada do Douro!

Pela nossa parte, continuaremos como até aqui, a tudo fazer, na Assembleia da República e fora dela para que o problema tenha uma rápida solução. Foi este o compromisso que há muito assumimos e vamos continuar a honrar!

 

 

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XIX Congresso do PCP 30 Nov. 1 e 2 Dez. 2012

XIX Congresso do PCP 30 Nov. 1 e 2 Dez. 2012

http://www.pcp.pt/xix-congresso-pcp

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Manifestação do Dia 08 de Dezembro 2012

MANIFESTAÇÃO CONTRA A POLITICA DE AUSTERIDADE E O PROGRAMA DE AGRESSÃO DAS TROIKAS QUE LEVAM A MAIS RECESSÃO MAIS DESEMPREGO E POBREZA.

Realizou-se ontem, dia 08 de Dezembro, na cidade do Porto uma Manifestação, a qual juntou milhares de pessoas, que quiseram assim demonstrar o seu repudio por estas politicas, que visam aprofundar o roubo nos salários e pensões; cortar ainda mais na protecção social; aumentar o custo de vida; aumentar os horários de trabalho da Administração Pública; aumentar brutalmente os Impostos; desmantelar o Serviço Nacional de Saúde; arrasar os direitos dos trabalhadores; e aumentar a exploração.

 

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Deputado do PCP, Agostinho Lopes, Visita Diversas Explorações Agrícolas

Para se inteirar dos problemas da Agricultura, deslocou-se ao nosso Distrito, o Deputado do PCP, Agostinho Lopes. Para além de visitar diversas explorações Agrícolas, o Deputado reuniu no final com três dezenas de Agricultores em Vila Poucade Aguiar.

Da visita, o que podemos observar ao olharmos para a situação nos campos e dos nossos agricultores é de uma grande mágoa e tristeza e um grande grito de revolta.

 O Mundo rural, a pequena e média agricultura e a agricultura familiar, estão a braços com as graves consequências da concretização do Pacto de Agressão.

Para além do ataque e do encerramento dos serviços públicos, e, já se sabe que os do mundo rural são os primeiros e ser encerrados, a pequena e média agricultura vê os seus rendimentos minguar a cada dia que passa, espremidos entre o aumento especulativo dos custos dos factores de produção, para o qual também contribuiu o aumento dos impostos; os cortes nos apoios ao investimento, que, só no PRODER chegam aos 280 milhões de euros e o esmagamento dos preços à produção, que alimenta a gula da grande distribuição.

Produzimos na Região bons vinhos, boa fruta, azeite de alta qualidade, boa carne, no entanto os nossos Agricultores empobrecem, enquanto o grande agro-negócio, os hipermercados acumulam riqueza. É escandaloso!

Estas foram questões repetidas diversas vezes pelos Agricultores nas conversas que iam tendo com o Deputado e responsáveis da Direcção Regional do PCP, que acompanharam a visita.

Sobre os Baldios, aproveitamos a oportunidade para assinalar três notas sobre esta realidade tão importante nas serras do nosso Distrito.

A primeira é que, no PCP, valorizamos o rico património da acção dos baldios nas últimas décadas, após a sua consagração constitucional.

Os baldios geridos pelos povos, que servem em primeiro lugar para o usufruto dos compartes, nomeadamente o pastoreio, a silvicultura, a apanha de cogumelos, a recolha de lenhas, têm uma obra colectiva incalculável. Caminhos florestais, parques de merendas, creches e jardins infantis, muros, saneamento e distribuição de água, construção e manutenção de edifícios de uso público. Tudo isto quase sempre sem a ajuda dos governos e mesmo com entraves que estes lhes colocam, como a retenção de verbas indevidas. Com esta acção os baldios substituíram-se, muitas vezes ao Estado, garantido a fixação das populações e evitando uma maior desertificação.

A segunda é que é “A serra foi e é dos serranos, desde que o mundo é mundo”. É propriedade comunitária. E hoje, administradas pelas Assembleias de Compartes e pelos Conselhos Directivos, seus legítimos representantes, continuam sendo um belo exemplo de participação democrática e colectiva das populações.

A terceira é que se compreende os apetites à volta dos Baldios. Empresas de celulose e autarquias, pequenos e grandes interesses movem-se para deitar a mão ao que é dos povos. Nem no “banco de terras”, pois os baldios não são transacionáveis, nem para serem entregues às autarquias, como forma, pensa o governo, de as compensar pelo esbulho de que estão a ser alvo por parte do poder central.

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