Campanha do PCP Por uma Política Alternativa, Patriótica e de Esquerda…


O PCP lança hoje uma campanha nacional centrada na afirmação da política patriótica
e de esquerda, e na urgente e indispensável derrota do governo, na ruptura com a
política de direita e na rejeição do Pacto de Agressão.
Esta campanha tem como eixo central o objectivo resgatar o país da dependência e da
submissão, recuperar para o país o que é do país (os seus recursos, os seus sectores e
empresas estratégicas, o seu direito ao crescimento e desenvolvimento económico),
devolver aos trabalhadores e ao povo os seus direitos, salários e rendimentos.
A campanha, designada Por uma Política Alternativa, Patriótica e de Esquerda, com o
sub-lema “Um futuro digno para o povo e o país”, será lançada na acção de rua que
ocorre hoje, no Porto, com a participação do Secretário-geral do PCP e deverá
prolongar-se até Maio, consistindo num conjunto de acções e iniciativas – comícios,
sessões, tribunas públicas, acções de rua – assim como o contacto directo com os
trabalhadores e as populações através de material de propaganda através de um
folheto, cartazes mupi e outdoors.
No folheto lançado, e em articulação com iniciativas tomadas na Assembleia da República,
apresentam-se 12 medidas imediatas contra a exploração e o empobrecimento, articuladas
com o objectivo essencial da derrota do governo e do pacto de Agressão, e os cinco eixos
da política patriótica e de esquerda que o PCP propõe aos trabalhadores e ao povo:
rejeição do Pacto de Agressão; promoção e desenvolvimento da produção e riqueza
nacionais; alteração radical das políticas financeiras e fiscal; administração e serviços
públicos ao serviço do país; a recuperação pelo Estado do comando democrático da
economia.
O PCP deixa ainda um forte apelo ao reforço da luta dos trabalhadores e do povo – a mais
sólida garantia de resistir e derrotar este governo e o Pacto de Agressão – e de apoio e
reforço do PCP, tornando mais próxima a possibilidade de construção de uma alternativa ao
rumo de desastre nacional a que a política de direita tem conduzido o país.
17.01.2013
O Gabinete de Imprensa do PCP

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Conferência de Imprensa da Direcção de Organização Regional de Vila Real


Senhores Jornalistas,

Como é do vosso conhecimento, realizamos ontem, um conjunto de reuniões com várias entidades, com a finalidade de, com elas, trocarmos opiniões sobre a realidade Económica e Social do Distrito.

O Deputado Agostinho Lopes, que esteve presente, salientou em Conferência de Imprensa realizada no final das mesmas, o seguinte:

A gravidade da situação da Casa do Douro, a qual continua paralizada e sem soluções à vista. Os seus trabalhadores, com 20 meses de salários em atraso, as milhares de familias de vitivinicultores e Assalariados Agricolas, vêem agravados os seus problemas, a cada dia que passa. Em nossa opinião, é urgente a tomada de medidas por parte do Governo, que permitam evitar a ruína, o abandono da actividade vitivinícola, o Desemprego e a fome nesta Região, que acabou de celebrar o 11º Aniversário da sua elevação a Património Mundial da Humanidade. É com enorme tristeza que verificamos estes factos. Não ficaremos de braços cruzados. Ficou mais uma vez, o nosso compromisso, de continuarmos a luta pela resolução destes problemas.

Aqui, mais uma vez denunciamos a falta de tomada de medidas por parte do governo, relativamente aos viticultores afectadas pelas intempéries que assolaram a Região Demarcada do Douro em Maio e Julho.

O fim dos incentivos fiscais às Empresas da Região, a introdução de Portagens, os custos da energia, a lei das rendas, o chamado IVA de Caixa, o aumento do IVA para a Restauração, os custos de Exportação, a dupla penalização a que está sujeito o Comércio e a Indústria das Zonas Transfronteiriças, etc, foram as principais preocupações levantadas quer pela Direcção da Nervir, quer pela Direcção da Associação Comercial e Industrial de Vila Real. O resultado destas políticas desastrosas, tem sido o aumento do Desemprego, insolvências de famílias e empresas, mais despovoamento e assimetrias.

Quanto à UTAD, sem que haja ainda certezas quanto aos valores, os cortes previstos no seu financiamento, poderão ter efeitos negativos, quer na qualidade do ensino prestado, quer nos cursos a ministrar no futuro.

No final, aproveitamos a ocasião, para referir três aspectos:

  • O XIX Congresso do PCP;
  • A extinção de Freguesias;
  • O Túnel do Marão.

XIX CONGRESSO DO PCP

O Congresso do PCP, como sabem, realizou-se no primeiro fim-de-semana deste mês, gostaríamos de vos dar nota das conclusões do mesmo.

Foram dez meses de preparação, envolvendo nesta, milhares de militantes.

Contrariando o pensamento único imposto pelos ideólogos do capitalismo, as teses do fim da História e outros mitos, comprovámos neste Congresso a actualidade do ideal comunista. Frustrando os desejos daqueles que ao longo dos anos têm tentado traçar-nos destino diferente daquele que continuamos a construir, confirmámos com este Congresso a vitalidade do Partido Comunista Português e a sua importância neste conturbado momento da história.

Diziam que éramos um partido de gente velha e a definhar mas cá estamos, com mais 5800 novos militantes desde 2008, metade dos quais com menos de 40 anos.

Diziam que vivíamos agarrados ao passado e que teríamos que deixar de ser o que somos ou desapareceríamos mas hoje, mesmo que não queiram, muitos são obrigados a dar-nos razão quanto às previsões que fizemos e ao caminho que continuamos a apontar.

Fizemos o nosso Congresso virados para o povo e partindo da vida do povo.

Caracterizamos a grave situação nacional a partir das dificuldades sentidas diariamente pelo povo português, identificando a política de direita que está na origem dessas dificuldades e não poupando, por táctica ou oportunismo, responsabilidades aos seus executores, identificámos tarefas imediatas e objectivos de fundo.

Afirmámos a necessidade de derrotar a política de direita, que tem a sua mais violenta expressão desde o 25 de Abril no Pacto de Agressão da troika, bem como a necessidade de derrotar este Governo que a executa.
Clarificámos a política alternativa que propomos e o projecto que apresentamos ao povo português no Programa da Democracia Avançada – os valores de Abril no futuro de Portugal, etapa intermédia da construção de uma sociedade socialista em Portugal.

Reafirmámos a possibilidade de construir essa política alternativa na base de uma ampla convergência de todos aqueles que hoje são duramente atingidos pela política de direita. A todos os trabalhadores, às classes e camadas antimonopolistas, a todas as forças políticas, patrióticas e de esquerda, a todos os democratas lançámos o apelo para que convirjam no objectivo de derrotar esta política e este Governo e de construir uma alternativa.

A questão da política alternativa foi, aliás, objecto de particular atenção e discussão e merece referência mais profunda. Em síntese, a proposta de política alternativa que o PCP apresenta assenta em três considerações fundamentais.

Primeiro, a necessidade de resgatar Portugal da teia de submissão e dependência.

Segundo, a necessidade de recuperar para o país o que é do país, os seus recursos, os seus sectores e empresas estratégicas, o seu direito ao crescimento económico e ao desenvolvimento e à criação de emprego.

Terceiro, devolver aos trabalhadores e ao povo os seus salários, rendimentos e direitos sociais, tendo com objectivo uma vida digna.

Integrada no Programa do PCP “Uma Democracia Avançada – os valores de Abril no futuro de Portugal”, a política alternativa que propomos integra cinco objectivos em que, a par de um regime de liberdade, com um Estado democrático, representativo e participado, de uma política de democratização cultural e uma pátria independente e soberana, se perspectiva um desenvolvimento económico assente numa economia mista, dinâmica e liberta do domínio dos monopólios e uma política social que garanta a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo.

Extinção de Freguesias

O Partido Comunista Português denunciou desde o primeiro momento os reais objetivos do Documento Verde da Reforma da Administração Local, apresentado pelo Governo em Setembro de2011. Ajusteza dessa denúncia e do combate político para derrotar as intenções expressas nesse documento foi reconhecida pelas populações e pela generalidade dos eleitos e trabalhadores das autarquias de freguesia em todo o país.

O Governo, apesar das suas derrotas neste processo e do seu isolamento social, político e institucional, insiste na liquidação das freguesias e no ataque ao Poder Local Democrático: suscitou a discussão e votação da lei de extinção de freguesias, Lei n.º 22/2012 de 30 de Maio, aprovada com os votos do PSD e do CDS; acelerou o processo de extinção de mais de mil freguesias com a apresentação na Assembleia da República de uma proposta, discutida e votada favoravelmente na generalidade em escassos dias, com os votos favoráveis desses partidos, sem o mínimo período de análise e reflexão; reprovou, hoje mesmo,em Sessão Plenáriada Assembleia da República, com os votos do PSD e do CDS, o Projeto de Lei do Grupo Parlamentar do PCP que revogaria a Lei n.º 22/2012, de 30 de Maio.

O PCP não dá por concluído este combate em defesa do Poder Local Democrático e correspondendo à luta e mobilização populares, apresentou na Assembleia da República tantas propostas de eliminação quantas as propostas de agregação de freguesias, que o PSD e o CDS incluíram no Anexo I Projeto de Lei n.º 320/XII/2.ª – Reorganização Administrativa do Território das Freguesias. No que ao nosso Distrito diz respeito, apresentamos 56 Projectos de Lei.

Túnel do Marão

Pela reabertura dos Túneis do Marão, realizou-se no passado dia 15 de Dezembro, uma iniciativa promovida pelo Sindicato da Construção de Portugal, a qual juntou à mesa, representantes dos Partidos Políticos e das Autarquias Locais.

O reconhecimento desta acessibilidade para o desenvolvimento económico da Região, para a redução da sinistralidade e a incompreensão pelas paragens sucessivas da obra, que irão fazer com que os custos finais sejam superiores aos inicialmente previstos, foram aspectos comuns nas intervenções dos presentes.

Foi também manifesto, o apoio a todas as iniciativas que possam contribuir para uma rápida solução do problema.

O PCP, tal como foi referido durante a iniciativa, levantou o problema, diversas vezes na Assembleia da República, através dos Deputados Agostinho Lopes e Honório Novo, sem que até ao momento tenha havido por parte do Governo, respostas às questões levantadas. Ficou o compromisso, de tudo continuarmos a fazer, até que este problema esteja resolvido.

A Direcção da Organização Regional de Vila Real

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Declaração de Jorge Machado, Deputado do PCP

Governo prepara novo ataque contra os direitos laborais

Perante as notícias de que o governo pretende cortar as indemnizações por despedimento para 12 dias por ano, Jorge Machado afirmou que é urgente derrotar estas políticas e este governo que dia após dia afunda o país, ataca os direitos laborais e aumenta a exploração de quem trabalha.

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Pela reabertura dos Túneis do Marão


Realizou-se no dia 15 de Dezembro de 2012, uma iniciativa promovida pelo Sindicato da Construção de Portugal, a qual junto á mesa, representantes dos Partidos Políticos e das Autarquias Locais.
O reconhecimento desta acessibilidade para o desenvolvimento económico da Região, para a redução da sinistralidade e a incompreensão pela pelas paragens sucessivas das obras, que irão fazer com que os custos finais da obra sejam superiores aos inicialmente previstos, foram aspectos comuns nas intervenções dos presentes.
Foi também manifesto, o apoio a todas as iniciativas que possam contribuir para uma rápida solução do problema.
O PCP, tal como foi referido durante a iniciativa, por diversas ocasiões, levantou o problema na Assembleia da República, sem que até ao momento, tenha havido por parte do Governo, respostas ás questões levantadas.
Ficou o compromisso, de tudo continuarmos a fazer, até que este problema esteja resolvido.

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1º Página do Jornal “Avante”

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